domingo, 27 de fevereiro de 2011

O poeta e o Carnaval

Eu não faço parte deste mundo
Não sei me expor ou ser vagabundo
Nem ao menos um pinguinho, lá no fundo

Eu não sei me exibir para seu destino
Eu não sei participar de suas festas
Não sei nem ao menos ser cretino
E nem uma má virtude me resta

Afinal, no carnaval em plena festa
Quem vai ligar para o pobre poeta?


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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O Pierrot

E a Colombina aprontou outra vez
Me deixou no bloco e não voltou
Me deixou esperando até as seis
E triste aqui estou

Eu só queria minha Colombina de volta
Com sua bochecha rosada e sua saia torta
Com os cabelos de moleque, com a pintura suada
Com a mão em um leque, para ser minha amada

Oh Colombina, que me deixou e sem razão
Não vá ao meu bloco, tenha pena de meu coração
Se com o Arlequim malvado eu te vir então
Morrerei no samba, no meio da multidão



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Casa pré fabricada

Canta que é no canto que eu vou chegar
Canta o teu encanto que é pra me encantar
Canta para mim, qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz
Tristeza nunca mais...

By Marcelo Camelo

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Ontem você não foi

Fiquei na espera do seu toque, do seu olhar, de sua vida
Esperei e procurei, o seu vicio, minha culpa arrependida
Monstros amedrontados dentro de meu próprio desejo
Na espera de um olhar, de um toque ou um beijo

Mas você faltou ao encontro quase marcado
Você manchou meu desejo mais selado
Não apareceu no único local que eu o esperava
Sem sorriso, ali, você não estava.

De nada adiantou minha roupa, o perfume e a intenção
De nada restou alem da vontade e da ilusão
De sonhos desiludidos em um vão da escuridão
Sem te ver e sem saber, onde anda a intenção

De ruas cheias de soberba e hiprocrisias
De palavras não ditas na falta da alegria
De luas e carapuças, presas e fantasias
De pessoas se embebedando e minha noite... Foi vazia


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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Solidão

As vezes é estranho viver sozinho.
As vezes é difícil ser um só.
As vezes a vida passa, sem pena e sem olhar ao redor

Oh mundo difícil, de indagações e paredes falsas
De pessoas que voam, de seres sem asas

Mundo macabro, seres do além
A minha imaginação cria amigos para ninguém
Uma fada, um encanto, um canto e um porém
dois dias, uma morte, vivo a sorte de ser sem

sem uma mar
sem um par
sem um abrigo
sem um amigo

somente só...

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Uma parte

Hoje lhe dei uma parte de meu medo
Hoje lhe contei uma série de segredos
Hoje eu li dois videos
Ontem assisti dois livros

Sábado fiz um samba
Domingo sua cama
Segunda ganhei uma grana
Terça...

Na terça desisti de seu amor
Sem uma parte de meu medo,
Fiz de minha coragem sua dor

Devolva minha parte,
Meu medo e o seu amor

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Dez dias

Faltam dez dias
Dez dias para eu mudar minhas conclusões
Dez horas para deixar meus planos
Dez minutos para me afogar em paixão
Dez segundos para chorar seu perdão

Faltam horas
Faltam meses
Falta o tempo
O meu e o deles

As vezes dez minutos são horas
As vezes dez minutos são sempre
As vezes dez horas são minutos
Para que pague o dez dias

Faltam seis tempos
Faltam dez compassos
Faltam seus braços
Faltam seus atrasos

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Um novo amor

Hoje eu quis um alguém novo
Não quis aquele sorriso de novo
Arregacei as mangas a fui a luta
Sem me lembrar da velha conduta

Fui puta, fui ogro, fui plano e até poeta
Fui louco, fui solto, fui gente e descoberta

Hoje eu não quis olhar pra trás
Desisti de tudo e fui lutar um pouco mais
Me engasguei no serviço
E me desfiz de compromisso

Fui santo, fui anjo, fui piscada e fui coragem
Fui astuto, cauteloso, fui gentil e fui saudade

Fui impulsivo, destemido, desconexo
Fui simples, complicado, astuto e complexo

Eu fui o eu que sempre quis ser e quase nunca tive coragem

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Um outro alguém

Acabei de te conhecer
E já te vi com outro alguém
Meu coracão se partiu
E parti para ninguém


A dor do outro é o perfume do eu
Do ego é morto, do sempre meu e seu
As entranhas da porta o corvo e o frio
O ponto alto da solidão, a roupa rasgada
Fio a fio

Fui em bora solitário
Esperei algum sinal
Fui trocado por um outro
Ou por vários, ou um tal

E agora o que fazer
E agora para onde correr
Não te vi, nem te conheci
Mas agi e te perdi

Se um dia o sol chegar
E solitario eu te encontrar
Quem sabe você vai entender
Que me amar não é brigar